Aerocast 16 – Aeronaves Comerciais Abatidas

No primeiro episódio tradicional da TERCEIRA temporada do Aerocast, Toledano, Athos, Carcará do Cerrado e Thiago se reúnem para vasculhar as histórias e fatos de aeronaves comerciais que tiveram seu fim selado por trágicos abates. Nesse episódio, saiba o aeroporto onde ocorreu três abates de aviões comerciais, o local em que se você sobreviver a um atentando de morte desse tipo, deverá pagar uma conta enorme do hospital, e alguns detalhes curiosos do caso mais recente, o Voo MH17.


Comentado no programa

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  • Parabéns pelo Episódio amigos, um assunto excelente e que foi muito bem trabalhado por vocês! Vou deixar um contraponto pró-Israel a respeito do voo Lybian 114, abatido pelos F-4 Phantom II sobre a península do Sinai em 1973. Isso se fez necessário devido ao claro viés pró-Árabe do meu amigo Carcará. Cada um com seu viés né, mas é necessário acrescentar alguns fatos que não ficaram claros no programa, parecendo que o Boeing foi derrubado sem mais nem menos.

    O mais importante é a localização. Olhem no mapa do Egito onde fica a cidade do Cairo, o destino do voo 114, que vinha do oeste (Benghazi) (mapa do Egito com o Cairo: http://en.wikipedia.org/wiki/Cairo ) Vocês vão notar que a península do Sinai fica muito além do destino que avião deveria ter seguido. O fato é que o avião se perdeu devido a uma tempestade de areia, e foi parar numa área de guerra (conquistada por Israel em 1967, e depois mantida a duras penas na Guerra do Yom Kippur em outubro desse mesmo ano de 1973). Assim como no caso da KAL007 sobre a Rússia, este avião infelizmente cometeu um erro de navegação, entrou em espaço aéreo não-autorizado e foi confundido com um avião espião. A própria história prova que Israel estava certa em suspeitar de espionagem, já que meses depois seria atacada por todos os vizinhos árabes num ataque surpresa durante um feriado.

    Infelizmente, o piloto francês (surpreendentemente) não se rendeu e seguiu a linha Toledano de raciocínio: virou o 727 para o oeste e ignorou as ordens dos Phantons para pousar numa base israelense e acabou sendo abatido. Foi uma uma série de erros pelas duas partes que poderiam ter sido evitados, e acabaram resultando numa tragédia com perda de muitas vidas.

    abração a todos, e um grande 2015 para o Aerocast! 🙂

    • Carcará Do Cerrado

      Grande amigo Del Valle!
      Entendo seu questionamento (de outros carnavais inclusive).
      Concordo sobre a questão da rota e sabemos muito bem das possibilidade de “omitir” missões de inteligência em aeronaves civis ou com a “aparência” de civis assim como entendo e concordo sobre a questão da rota.

      Só faço minha ressalva quanto ao posicionamento pró-árabe. Creio que não fui claro o bastante, mas vou tentar me fazer claro aqui em texto:
      Não tenho posicionamento pró-árabe na questão (ou mesmo se o assunto fosse “entornar” para a questão geopolítica, onde eu prefiro “pendular”), o meu posicionamento é de que um abate de uma aeronave civil/comercial é algo inaceitável, mesmo em 1973 por mais que os meios de identificação não fossem tão eficientes quanto os disponíveis hoje.

      Minha posição é claramente de ser contrário ao abate, por termos N meios possíveis de se trazer uma aeronave para o solo sem a necessidade de abate, e através disso se desaparelhar um sistema de missão de inteligência ou mesmo de tráfico de drogas (como é o que ocorre em céus brasileiros).

      Reforço que por mim não há justificativa louvável para se trazer uma aeronave comercial ao chão, pois é (também por mim) impossível de que não se identifique o alvo com clareza para saber que se trata de uma aeronave civil.

      • Prezado amigo Carcará, por favor encare o termo “pró-árabe” como pura piada interna. Eu concordo totalmente sobre o quão lamentável é o abate de uma aeronave comercial civil. Mas achei importante esclarecer que o 727 foi parar muito longe do Cairo, numa região em conflito e com espaço aéreo restrito. O Sinai em 1973 seria poucos meses depois palco de uma guerra sangrenta e destrutiva, o que fala a favor da grande roubada em que o Lybian se meteu.

        Eu acho importante se colocar no “Zeitgeist” da época, tanto quando analisamos os comportamentos de EUA e URSS na Guerra Fria, como quando comentamos os conflitos árabe-israelenses. Nós tendemos às vezes a ver os fatos com nossa cabeça de quem “fim da história” ou “pós-Guerra Fria”, mas acho que vale a pena julgar as coisas levando o Zeitgeist em conta…

        abração meu velho

        • Carcará Do Cerrado

          Com toda certeza meu “camarada”!

          O clima da época é importante, contextualizar no caso, faltou e fico grato pelo adendo, mas fiz questão de esclarecer que não se trava de “pró” ou “contra” (especialmente o esclarecimento cabe para os mais incautos).

          Eu ainda reforço a questão de não ser justificável sob hipótese e forma alguma o abate “acidental” de uma aeronave civil dado à disposição de N meios possíveis de fazer essa aeronave vir ao solo.

          Um abraço e um ótimo ano para o Aerocast e para o PF1BR também!