Aerocast 5 – Baterias Não Inclusas – Parte 2

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Neste episódio do Aerocast que é a segunda parte do Episódio 5, Toledano, Klaus, Aaron Móes, Lito e Lucio Daou continuam falando sobre os problemas e inovações do Boeing 787 com informações exclusivas!


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  • Com certeza valeu a espera, gostaria de dizer que não só o Lito é o cara, acho muito importante o trabalho de alguns aqui na internet em prol do conhecimento aeronáutico e a união das classes de profissionais relacionados, em especial o Sales e todos do Canal Piloto, o Lito e todos do Aviões e Músicas, O Raul Marinho do Para ser Piloto e claro todos vocês aqui do Aerocast Brasil.

    Quanto a esse episódio em específico, como sou muito interessado em tudo que é relacionado a segurança de voo e investigação/prevenção de acidentes aéreos assim como pretendo um dia ter oportunidade de frequentar os cursos oferecidos pelo CENIPA, gostaria de tecer alguns comentários.

    Primeiro com relação ao sistema FBW do Dreamliner, acho realmente interessante e mais apropriada a solução de feedback adotada, como foi comentado pelo Lito e conforme foi abordado no relatório final do BEA para o acidente do Air France, o fato do piloto em comando não ter noção de que o first-officer estava de fato segurando o pitch up por varios momentos foi um dos fatores determinantes para que avião estolasse por tanto tempo, pois também temos a questão do DUAL INPUT nos sidesticks, se um cabra 100% e outro pica 100% o computador equaliza a quantidade do movimento e mantem a trajetória, ou seja faltou CRM e a atitude do piloto em comando identificar esse dual input e acionar o botão de prioridade nos comandos anulando assim o sidestick do outro.

    Também nessa questão do design das tecnologias eu citaria o exemplo de outro acidante marcante, em especial para nós brasileiros, o TAM 3054. Na mesma ótica, se o sistema de auto trust do airbus tivesse um sistema de feedback nas manetes, possivelmente um dos tripulantes notaria que o motor direito foi para posição TO/GA e resolveria a questão.

    Um detalhe no caso citado do KOREAN 007, o fato de terem programado o sistema INS errado foi apenas uma das hipóteses levantadas durante a investigação. Só depois que tiveram o acesso a caixa preta 10 anos após o evento que ficou provado o erro da tripulação de não ter alternado o modo de navegação lateral do piloto automático de HDG para o sistema inercial, foi assim que mantiveram uma proa ao invés da rota programada no sistema inercial e invadiram o espaço aereo russo sendo posteriormente abatido.

    Por fim, sou apaixonado pelo Dreamliner e toda sua revolução tecnológica, espero muito que ele volte a voar em breve, que venha o -9 e que ele faça muito sucesso mesmo para um dia eu ter a oportunidade de me tornar tripulante técnico deles.

    Forte abraço pessoal e até o próximo, Keep it Up.

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  • Sérgio Dias

    Outro excelente episódio!